Bolha das Tulipas

Você sabe o que é uma bolha financeira? Já ouviu falar da história da bolha das tulipas? Pois bem…

Na Europa do século XVII, os holandeses descobriram uma forma muito simples de ganhar dinheiro: vendendo flores. Mas não era qualquer flor. Eram tulipas, introduzidas na Europa por um botânico que acabara de voltar da Turquia.

A flor, que inicialmente era utilizada para fins medicinais, ganhou o holandês por conta da sua cor e sua raridade e passou a fazer parte dos jardins da nobreza, tornando-se artigo de luxo e símbolo de riqueza para quem as detinha. Quanto mais rara a tulipa, mais valiosa ela era. Especuladores logo perceberam que podiam lucrar com essa mania e passaram a comprar bulbos (raízes) para revendê-los a preços ainda mais caros.

Em um terreno muito plano e bastante fértil como eram os Países Baixos, o cultivo tornou-se comum, ainda que os bulbos só florescessem entre a primavera e o verão. A ganância dos floristas em lucrar qualquer que seja a época do ano começou a mudar o jogo. Bastava eles venderem o direito de ter a tulipa quando ela florescesse – o que em bom “economês” chamamos de título, ou “vale-tulipa”. Foi assim que surgiram os primeiros contratos de futuros, impusionando ainda mais o mercado dessas flores. Muitos especuladores pegavam empréstimos no banco pela manhã, compravam uma tulipa antes mesmo do almoço e, à tarde, com o título em mãos, revendiam mais caro e pagavam o banco (com juros). À noite, jantavam o lucro do dia. Dava pra viver disso.

O negócio foi inflando de tal forma, que muitos vendiam e hipotecavam suas próprias casas e todos os bens que podiam na tentativa de comprar ao menos um bulbo e com isso revender a um preço suficiente para torná-lo rico. Entretanto, em um negócio onde o céu é o limite e ganha quem especular mais, as pessoas perdem o bom senso e, no caso das tulipas, ele já havia se perdido há muito tempo.

Até que, de um dia para o outro, a farra das tulipas acabou. De fato, o número de “loucos” capazes de dar tudo por uma flor era um recurso finito e esgotou-se. Um vale-tulipa não valia mais nada e, assim, o mercado quebrou. A bolha finalmente estourou.

Com o tempo, as cobranças dos títulos vieram. Os bancos, os vendedores, os floristas, os investidores… todos queriam receber os valores de seus títulos. Mas de quem cobrar a conta? A crise se instaurou e com ela a depressão.

Essa é a mãe de todas as bolhas. Respondendo a pergunta do início, uma bolha nada mais é que especular e elevar em pouco tempo os preços de algo às alturas e, a partir daí, criar um mercado de compra e venda com preços fora do comum. O problema está quando o mercado não encontra mais pessoas dispostas a pagar mais e mais por aquilo.

14 de fevereiro de 2017

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